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sexta-feira, 25 de novembro de 2011





O que ocorres contigo?

Que tanto se abriga numa penumbra impetuosa e solitária.

Neste nosso inverno tão rigoroso,

As rosas murcham na vidraça tão frigida e ausente.

Dos deus olhos só retiro respostas para perguntas que jamais foram feitas.

E dos meus nada restam além das já tão volumosas águas.

Gostaria eu de estar firme como és tu.

Num doce sussurro de verão.

No entanto, meu amor,

Apenas encontro-me eu nesta inquietação,

De meu coração já tão abalado,

Pelas respostas das máscaras de inverno que cegam-me,

Da esverdeada verdade de nossa primavera.

Os corvos crocitam seu nome,

Esvaído no vento desta minha estação.

Já tão afligida,

Só resta-me a angustia para saber deste fato,

Eu te amo.

E as luzes que tive eu durante o verão apenas me relembram,

Do acontecimento de estar ao seu lado.

Para sempre jamais perdias estas memórias,

Tão perturbadas,

Pelos frios de inverno que assola também o topo das arvores,

Derrubando-as nesta nossa natureza de estar sempre,

Novamente nesta terra gélida.

A qual pertencemo-nos, eternamente.




C.K

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Esquecimento.



Você se esqueceu quem foi...

Você esqueceu de sua luta...

Você me abandonou na escuridão...

E não consegue se recordar mais destas memórias.

Em ti, só resta dor...

Então esqueça-me aqui para sempre...

Nesta noite onde os demônios irão dançar,

Pela eternidade,

Em meu âmago só há a mágoa do esquecimento.

E não haverão mais estrelas no céu,

Pelas noite que jamais estivemos unidos.



“Na penumbra você procura minhas lembranças...”

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Mágoa.



Há dias nos quais aprendemos muitas coisas, as vezes boas , as vezes ruins.

Nestes nos dias que se passaram eu compreendi que não importa o quanto uma pessoa diga que gosta de você, que te ama, ela vai te machucar, sempre. Acho que esses fatos acontecem de forma simples, devido a vontade do ser humano de humilhar um ao outro, de sentir-se altivo por vezes, ou mesmo de querer se comunicar ou divertir-se. Não importa a forma que ocorra, dói.

É como a brasa a queimar seu peito, penetrando em suas entranhas. Provoca cicatrizes que vão além da carne, penetram em seu âmago e fazem-te definhar. A corrosão é mental, repentinamente você se vem em um circulo de problemas do qual não conseguirá sair.

E isto não deveria jamais estar aqui.




"15/11/2011

Ah mágoa que me tortura...

Ama-te tanto, amo tanto todos vocês. Mas toda essa minha paixão parece me ferir, sempre, cada vez mais perfurando meu âmago.

Desejava eu poder voltar agora, num passado breve para mudar essa situação no qual me encontro.

Mas tudo o que posso fazer, é fechar os olhos e adormecer. Em meio a essa dor vertente que se inicia a me corroer o coração. Tuas palavras e gestos são tão claros, eu lembro-me a cada segundo da solidão a qual sempre encontrar-me-ei. Não sei como agir diante de tal aflição. Agora o que me dói também me atrai, desejo-te e deseja-me. E este sentimento jamais esvair-se vai.

Como comporto-me então diante de tais lembranças?

Todo o que faço é me defender diante das ameaças que a vida me faz, empurrando-me novamente para aquele abismo que cortar-me vai a casca tênue, com minhas próprias garras deste outro eu que vive em meu interior que era tão já adormecido e agora vivido tenta dominar-me.

Eu desejo permanecer nesta luz de cada dia que tanto me atrai, mas que a cada passo parece esvair-se desta minha tão triste realidade.

Amo-te e mesmo que morra jamais deixar-te-ei. Então ama-me assim também. Mas não me magoa diante da solidão, que me atrai para esta penumbra tão vistosa diante de meu mirar mórbido da loucura.

Perdoai-me, My Lorde.

Perdoai-me.

Nesta triste solidão que já é minha companheira a tal tempo, eu desejo abandoná-la para estar ao seu lado. Mas não me magoa, my lorde. Pois esta é a dor que me aflige a cada passo desta minha vazia estrada.

Dói-me tanto estas palavras..."


Diário de Um Portal para O Inferno.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011





"Ele a levou a passos leves até uma cadeira e a fez sentar, colocou um espelho a frente dela, para que pudesse ver o que ele faria, depois pegou uma tesoura prateada e a trouxe para perto do rosto de Anne, essa sentiu como se estivesse prestes a ser torturada.
- Você ficará linda depois que eu terminar. – Disse com um sorriso na face.
Então o francês passou a tesoura por seus cabelos, cortando-os a altura dos ombros. Por alguma estranha razão, aquilo trazia um certo prazer ao francês, era como destronar a rainha da Inglaterra.
Mas sua satisfação foi apenas interrompida pelo susto que teve ao olhar no espelho. A expressão que Anne Hellsbrake tinha, pode fazer o francês sentir-se quase assustado. A expressão de puro ódio no olhar da vampira, o provoca uma sensação estranha que ele antes não reconhecera, o sentimento de que o ser que estava manipulando através de sua capacidade, apresentava-lhe maior risco do que esse podia prever. A fez olhar para o espelho e perguntou.
-Não gostou?
Apesar de ter deixado de exercer controle sobre sua cabeça, para que ela falasse, Anne nada falou. Seu silencio berrou tão alto que Robespierre sentia como se um grito lhe perfurasse os tímpanos, era um silencio, doloroso e perturbador.
Palavras não seriam suficientes para expressar o sentimento que se apoderou de Anne naquele momento."


Senti-me desta maneira hoje... Realmente.

Vampire Empire

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