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quarta-feira, 22 de junho de 2011

"Henrry"..."Henrryter" você tinha dito.

Vendo a carruagem partir, ela preocupou-se.

“- Como vai para casa? – Ela disse.”

“- Caminharei até a mesma. – Respondi eu, com um sorriso sincero em meus lábios.”

Então deste momento me lembro bem, tu com um olhar cheio de duvida abriu mais a porta para que eu entrasse. Não houve quaisquer sussurros naquele momento, sequer o vento noturno ousou se pronunciar.

Adentrei em seus domínios, convidaste-me então para uma conversa e me ofereceu sangue alcoólico da safra de 1600.

Meus pensamentos tornaram-se confusos a partir daí, mas eu posso me lembrar bem do que houve após nosso breve dialogo.

Sim, toquei tua pele e era como se as lembranças de minha adolescência aflorassem em realidades vividas no meu presente tão indecente. Mas tua casca-tênue era como a mais delicada pétala de rosa que já toquei, o mais macio tecido, diante de mim, jovem e nu, em meus braços agora aquecidos e cheios de amor. Teus mamilos eram doces, como as frutas pequeninas, tímidas e avermelhadas, não resisti em morder teu seio para provar de teu sangue. Ah! Sim! O liquido tão puro da vida, teu somente meu! Escorrendo por meus lábios e você em meus braços gemendo de prazer com tanto vigor.

Queria fazer-te eternamente minha naquela noite, fazer-te como havia te feito à muito. Minhas asas queimavam em minhas costas e meu coração morto palpitava novamente como de um ser vivente. Sentia-me alçar vôo, uma pássaro a sair da gaiola, liberto da realidade fria e dura que o cercava.

E eu pude jurar que enquanto dormiu naquele abraço, tu sussurrou meu verdadeiro nome, mesmo que eu não o tenha dito...”Henrry”...”Henrryter” você tinha dito.

Na noite seguinte, acordei só. Não havia um ser vivente na casa. Os armários estavam vazios e neles só restava o cheiro da roseira que os tocou com seus veludos.

Ao menos enquanto eu viver vou poder saber que tu foste minha novamente, Anne.

P.S.: Irei de agora em diante, voltar a ser quem fui contigo.

Henrryter Ruspel Hells.

Bright Star - J.K

Estrela brilhante! Gostaria de ser fixa como tu és –
Não em um solitário esplendor como agora,
Velando como estás, com grandes pálpebras,
As águas movimentadas em torno das praias humanas,
Como um austero eremita da Natureza.
Ou contemplando a agradável máscara da neve por sobre as Montanhas e os Pântanos.
Não – Quieta, imutável como sempre,
Parada sobre o seio maduro de minha amada,
Para que eu sinta eternamente seu calmo respirar,
E acorde um dia numa doce inquietação.
Quieta, fixa, para que eu ouça sua terna e calma respiração,
E assim viva para sempre, ou desfaleça na morte.

John Keats - (1795-1821)

Vampire Empire

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