Destroços,
Por onde quer que se olhe.
Atrozes,
Em toda esta visão,
Horrenda é minha caminhada.
Algozes
Martírio do incorreto.
Incerteza de meu incompleto.
Complexidade de meu âmago que perece.
Num pesadelo sonhado por anjos,
Luminosidade que se expande,
Extingue-se ela sufocada pelo atroz.
Profundo,
Dentro de mim.
Bem lá no fundo,
Mora somente a dor,
Aflição de meu amor que faço-lhe sofrer.
Perdoai-me...
Perdoai-me irá.
Para que eu possa finalmente descansar,
Para que talvez eu possa correr,
Quem sabe, voar?
Apenas finca-me a lamina de tua paixão.
Mata-me... Mata-me em meu eterno rumo a solidão.
Neste corpo resta apenas,
Um interior apodrecido,
Pelos vermes do mundo carcomido.
Dá-me o novo,
Dê-me isto, meu Senhor.
Não prenda-me neste rumo ao abismo.
Tira-me da jaula,
Por favor... Por favor meu Senhor.
Tira-me desta jaula,
Que me prende em minha aflição.
Me acalma... Por favor, me acalma.
Deixe que tua espada beba o sangue negro de meu interior,
Para eu poder descansar,
Por favor... Meu Senhor.
Anjo da Cura,
Meu eterno amor.


