Amanhece,
Morte que já não mais me persegue.
Odioso demônio que torna-se minha arma.
A jornada de minha alvorada.
Zumbido do vento que traz sua voz,
Ultimo canto da noite que se esvaí
Lua que desaparece, temendo o sol.
Certeza que não se perde jamais.
O calor de tua alma,
Calor de teus olhos,
Tão gélidos cheios de ti.
Rubro que reza em meu âmago,
Esbraveja por tua presença.
Rugido d’alma nascente.
Brasa no olhar.
O Narciso tão belo que tenho em minhas mãos,
Faz agora a tão cálida rosa rubra desabrochar.
O sangue manchou o caminho que seguimos para nos encontrar.
Luta no tempo que se passa,
Inexistente é ele para nosso sentimento,
Eterno Azul,
Rubro agora,
Manchou-me de tua cor.
Cavaleiro da noite que encontrei no dilúculo do mundo,
Salva-me,
E salvo-te eu de tua tristeza solitária.
Em meus braços,
Feche para sempre seus olhos gélidos,
Você pode aqui descansar.
C.K.
O vermelho e o azul, o fogo e o gelo
Nasceram tão distantes um do outro
Caprichos da natureza que foram criados com o inseparável elo
O calor e o frio que estão destinados ao encontro
Como a espada na forja das chamas ardentes
Que há de ser resfriada na água cristalina
Lâmina dos sentimentos incadescentes
Revele a paixão que nunca termina
Ó estrela maior que colore o céu
É chegada a hora de uní-los novamente
O rubro e o anil encontram-se no horizonte como em um quadro desenhado por um pincel
Unem-se os amantes em uma dança que os completa plenamente
O verdadeiro amor que surge nos corações dos apaixonados
Derretidos um no outro após o incansável ritual
Desejam eles permanecerem para sempre assim fusionados
Pois em um só corpo encontram a liberdade incondicional
