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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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Inglaterra – Ano de 1373


O sol havia partido naquele momento, temendo que as dores da noite viessem a ofusca-lo tão grande eram os pecados cometidos nela. A lua era a única observadora do mundo, jamais cansada de voltar seus olhares contra o campo que tanto guardava sua beleza e seus horrores.
Eram duas da manhã, naquele momento um frio impetuoso tomava conta do clima antes ameno. A mata molhada indicava um ralo chuvisco que somente deixara para trás pequenas possas de lama pela maior parte da paisagem. Os animais se recolhiam a suas tocas e faria silencio não fosse um tal evento que ocorria nas redondezas.
Na estrada de terra que atravessava toda a campina, o barulho do casco dos garranos, do açoite que tanto os castigava e das rodas produzidas em madeira e ferro da carruagem que os animais puxavam cortava o canto desesperado dos pobres que morriam de fome nas redondezas.
Os três carros puxados por animais menores que troteavam pela estrada eram acompanhado pelo galope de pelo menos mais uma dúzia de animais montados. Os homens que os corcéis traziam na garupa aparentemente eram guerreiros, pois no corpo placas de ferro e peças de lã e couro pesado protegeriam a escolta de qualquer perigo eventual que encontrassem pelo caminho.
- É um prazer que eu possa desfrutar de sua companhia milady. – Pronunciou a voz masculina.
- Também é de bom grado poder compartilhar de sua presença. – Anunciou a voz feminina, tentando encerrar o dialogo inoportuno de ambos. – Que seja ela um bom motivo para minha tão grande viagem.
Ela se sentava distante do homem. Sua expressão desgostosa não parecia perder os traços de beleza que tal moça possuía. Sua pele era branca bem como de costume dos nobres da época. Na face alguns traços de delicadeza se mesclavam aos lábios e olhos sedutores da alemã. De cabelos dum loiro dourado que era como o trigo das colheitas dos camponeses, reluzente a luminosidade dos lampiões externos do coche que os tocava. O corpo era coberto por um vestido preto, repleto de adornos que realçavam a abastança que ela já possuía.
Já o homem que sentava a sua frente, mas no outro canto da caleça aparentava ser um tanto mais velho que a mulher. O rosto tinha o formato arredondado e uma barba esbranquiçada e espessa o contornava de forma rude. Ombros largos, mas apesar da face gorda seu corpo contrastava com o mesmo, sendo ele nem gordo nem magro apenas robusto. Seus trajes não eram menos requintados que os dela. O tecido que formava a casaca tinha as mangas adornadas com fios dourados, as ombreiras o mesmo. Uma espécie de capa feita em pele de lobo que lhe proporcionava um ar de nobre tirano.
Irritada somente com sua presença a loira abriu uma pequena fresta do seu lado do carro e enfiou meio rosto para fora, sentindo o vento gélido da noite penetrar em sua carne. Parou e observou a paisagem atrás das cortinas. Aquilo foi o suficiente para desviar sua atenção.
Não muito longe da estrada, as tochas de uma fortaleza feudal se revelavam em meio a penumbra, junto as mesmas o enegrecido edifício rochoso do feudo, era observado por seus olhos que aparentavam ser de um castanho avermelhado, agora repletos de curiosidade. Imaginava naquele momento e os padres do monastério provavelmente estavam preocupados demais com a fé em seus sonhos para dar importância a balburdia convencional dos camponeses que normalmente fornicavam pecaminosamente na noite.
Porém a uns dez metros da diligencia sua execução ocorria.
E agora nada do que se passava distante dele parecia importar. Não podia ver nem carroças nem cavalos apenas um rumo incerto dentre a escuridão. O arfar cálido do ser ousava invadir a friagem do inverno que se aproximava. O bafo tépido saltava a frente da boca, que aberta revelava alguns dentes pontiagudos. As pernas se movimentavam em uma corrida que significaria sua vida e apesar do terreno difícil procurava não tropeçar para que seus predadores o apanhassem.
O homem virou a cabeça no sentido inverso ao que corria para saber o quão próximo estavam seus agressores. Podia ouvir os gritos das bestas atrás de si, cada vez mais perto, fazendo com que o medo tomasse conta de todo seu ser. A pelo menos três metros dele os ferozes seres se aproximavam, disparados em uma cólera incontrolável, os cabelos engrenhados e a pele coberta pela lama a qual pertenciam. No olhar apenas o instinto de matar aqueles que lhe contrariavam.
Rebeldes, os humanos estavam certos das mortes brutais de seu povo cometidas pelo garoto de forma tão ferinas. E iriam mata-lo, da mesma forma como os seus morreram.
O garoto saltou desde a campina até a estrada, utilizando a ultima explosão de energia que acreditava ter em seu corpo. O pulo que alcançou a estrada de terra batida, que agora lhe proporcionava um pouco mais de velocidade no novo chão que não era tão acidentado.
Um ou dois metros mais distante, calculou que havia ganhado com aquela ação. Ele quase conseguia sorrir, sabendo que tinha a chance de escapar. No peito o medo não era mais o único sentimento, pois esperança brotava lá dentro.
Mais enfurecidos com sua fuga, os camponeses começaram a atirar tudo o que tinham em mãos ou mesmo nos arredores. Uma leva de objetos atingiu o rapaz, que curvado tentou defender-se.
Então a dor lhe invadiu. O impacto de um pedaço de ferro atravessando seu tornozelo e o estalo de seu pé se dobrando completamente chegou aos seus ouvidos de forma horrenda. O choque violento lhe afligiu quando sentiu o peito colidir violentamente contra o chão. Aturdido, mal conseguia entender o que ocorrera. Mas sentia que sua fuga fracassara quando a dor de uma leva de golpes voltou a atingir desde sua pele até seus ossos.
Então o som das diligencias se pareceu querer sobrepor o dos gritos enfurecidos da multidão e os silvos de agonia do rapaz. Os cascos dos cavalos chamaram a atenção dos rebeldes que se viraram para ver o que se aproximava, uma vez que temiam serem também punidos .
Os soldados que vigiavam as caleças tomaram a frente das mesmas, atentos ao evento.
- Meu senhor. - Chamou o soldado alemão que aparentava ser o mais novo dentre eles.
Ele apontou na direção do grupo que ainda espancava o garoto furiosamente. Imediatamente um guerreiro montado em um cavalo negro e o mais alto dentre os outros passou por seus companheiros, curioso por decifrar o que seus olhos miravam.
Ele sentia a presença do garoto em meio aos humanos. Sua energia fraca se esvaia cada vez mais rápido. Não acreditava que veria algo do tipo algum dia durante toda sua existência. A face franziu de raiva atrás do elmo que cobria a maior parte do seu rosto. Mas os olhos que estavam expostos revelaram sua fúria.
Invadido pelo ódio ele galopou até os camponeses em grande velocidade. O som do metal viajando em meio ao ar causou horror nos rebeldes que se afastaram quando a primeira cabeça rolou pelo chão. A face do homem morto só representava a mais pura aflição da morte, mas isso não chegava nem aos pés da cólera que tomava conta daquele guerreiro.
- Saiam! Seus humanos imundos! – Mandou enquanto virava o peito do cavalo pronto para atropelar quem ousasse contra ele.
Vendo seu comandante os demais soldados acompanharam em investida, forçando os rebeldes para longe.
O cavalgante do shire negro era Alden, apesar de não aparentar, era o soldado mais velho entre todos os demais e também o comandante daquele pequeno exercito. Seu elmo possuía uma estrutura diferenciada com pontas de ferro que imitavam espinhos no topo e adornos de figuras que pareciam lobos. No peitoral os mesmos desenhos se repetiam, as manoplas de ferro tinham pontas como garras e no centro de seu cinturão a cabeça animalesca lupina intimidaria seus inimigos.
A montante que carregava também não era comum, seu pomo possuía uma grande joia vermelha presa na boca de um cão e o cabo detalhado concluía sua estrutura. A lâmina era constituída em um metal mais esbranquiçado que o comum e nem mesmo seus companheiros ousavam aproximar-se daquele objeto.
Ele desceu do animal que manteve-se quieto enquanto caminhava até o rapaz estendido no chã. O tilintar dos metais que cobriam seu corpo chegou aos ouvidos do jovem, que em um movimento cheio de dor virou a face para mirar o guerreiro.
O capitão apanhou-o pelo ombro e o ergueu seu corpo desde o chão até a altura da face. Os olhos de tom também rubros do velho procuraram os do menino com dificuldade, pois estes se fechavam devido aos inchaços dos ferimentos.
- Olhe para mim rapaz! – Mandou Alden com o melhor inglês que conseguia pronunciar, segurando seu rosto sem qualquer delicadeza.
No mesmo instante o menino revelou seus olhos repletos de medo. Carmesim como o sangue que escorria de todo seu corpo.
O comandante pareceu feliz em ter aquela confirmação. Alden puxou o garoto até a carruagem. A loira que tentava entender o que interrompeu a viagem se espantou quando viu o menino. Os hematomas e cortes não foi exatamente o que chocou ela e sim o quão magro estava o rapaz.
- Leve-o para dentro do carro de mantimentos, Alden. – Mandou ela. – Cuide desses ferimentos e dê-lhe alimento.
Alden prestou reverencia a mulher e então se retirou, levando o corpo do rapaz para dentro da ultima carroça, que tinha além de dois garranos um par de muares puxando-a.
Então o som do casco dos cavalos voltou ao seu habitual. As três carruagens seguiram caminho, bem como os soldados que voltaram a escolta-la.
Já dentro da caleça muitos criados cuidavam limpavam os ferimentos do recém-chegado, que nada dizia enquanto o faziam. O homem sentia o balanço do carro chocando-se contra cada milímetro de seu corpo o que fazia a dor dos criado tocando suas feridas tão agonizantes que ele apenas continha tal aflição.
Tentava inutilmente ver a face dos homens e mulheres ao seu lado, mas não obtinha sucesso devido ao inchaço das pancadas que levara acima dos olhos que tornavam-se cada vez maiores.
Aos poucos a visão tornou-se turva e os sons distantes, até tudo sumir.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


O que me trás alegria na atualidade é a mesma coisa que tanto me faz sofrer. Se eu simplesmente esquecesse essas dores do passado eu não iria mais permanecer em aflição. Mas isso tudo está sempre lá, empurrando-me para longe, fazendo com que esse desapego seja forçado. Eu penso que talvez, não fosse para ser unido. Não entendo a força que o destino faz em separar-me de tal coisa.
Eu compreendo meus erros, talvez isso seja pagar por eles. Mas já não é suficiente esse sofrimento que batia em meu peito? Ou isso era simplesmente o inicio do fim que agora é tão próximo.
Se for preciso, todas as noites eu irei chorar, como uma criança que crê em um Deus que lhe ensinaram a crer e pensarei que, talvez... Amar a única coisa que nunca te deixou, não seja um caminho.
Meu interior dói com estas palavras.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Demonstrar o sentimento de suas palavras te torna o que você realmente deseja ser.




"Eu sonhei com o dia que ouviria tais palavras. Pois sabia que iria haver nelas algo muito grande. Mas nada disso voltou a mim como um sinal sequer de gratidão. Eu chorei durante muito tempo e ainda choro. Lembro-me da época que eu à tinha e via a tristeza em sua alma. Não ouve uma noite sequer que não derramei minhas lágrimas sobre os tecidos de minha cama e dissesse:

"- Que eu tenha forças para ajuda-la"

E eu lembro como ficava contente ao ver que de faísca ou fagulha surgia algo, mesmo que distante de mim.
Nunca imaginei que não houvesse tão grande ironia na vida.
Pois nestas noites eu choro e digo:
"- Peço forças para curar-me".
E derramo as mesmas lágrimas sobre meus tecidos. Sem gratidão e só."


Eu não posso dizer muito mais... E haveria muito a ser dito. Mas eu sou covarde demais e sei que jamais mudaria o que "não é para ser". Acredito que morrerei com essa sentença que eu mesmo coloquei no palco de minha vida.

Afinal, o ódio dela pela minha pessoa deve ser grande, imagino. Meu pecado foi não ver, bem como bem ela. Talvez hoje eu compreenda isso. Porém, de que serve a sabedoria se não há mais nada a se fazer?

domingo, 15 de janeiro de 2012

Ketschly

Ano de 1521



Seus dedos se entrelaçaram aos meus. O corpo se juntava. A valsa tocava suave a nossos ouvidos, acompanhando os passos já a tanto decorados. Por trás da máscara, sua face gentil e tímida fugia de olhares que a devoravam.
Ela se virou para mim e agora seus olhos rubi penetravam em meu mirar. Eu jamais havia sentido tal sensação ao seu lado, ao lado de minha companheira que praticamente tinha como mestra, Ketschly. E a valsa jamais pareceu tão romântica, tão apropriada para a minha loucura prazerosa que tomava conta de todo meu ser.
Desejava-a, mesmo tendo o amor alado escondido em minhas entranhas, eu queria possuir seu corpo naquele instante, tomado pela dominação daqueles olhos. Dançamos abaixo do teto abobadado do salão, em círculos intermináveis de passos contidos.
Sua cabeça finalmente tocou meu peito, meus lábios ousaram tocar a pele de seu pescoço com beijos, sentindo o sangue a pulsar abaixo da jugular. E mal notei eu quando a musica teve fim, Ketschly parecia dividir o mesmo prazer que eu.
Com gestos cautelosos, nós nos afastamos dos demais do salão do palacete. Através dos corredores nós rolamos nesta nossa impetuosa paixão. Ketschly girou a maçaneta de um dos quartos e adentrou no mesmo, atirando-me ali junto a mesma.
Tal da forma agressiva que adentrei eu me deitei, preso nas garras daquela mulher que tanto havia me ensinado. Seus olhos devoravam minha alma, como eram eles quentes!
Sua língua rompeu meus lábios chegando até a minha, num sedutor beijo que conflagrou todo meu ser. Então eu a dominei, tendo-a em meus braços num único movimento. Uma de minhas mãos prendeu as suas acima de sua cabeça, fechei os olhos enquanto meus lábios se aproximavam dos seus.
Então a lembrança cortou-me o sentidos. A tua fragrância tão reconhecível e sua voz em meus ouvidos. Em minha garganta um nó se formou. O sabor do vinho que jazia em minhas papilas tornou-se amargo, bem como os lábios de minha mestra.
Sentei-me na cama, Ketschly imediatamente compreendeu o que ocorrera. As lembranças de meu passado novamente retornavam as asas, impedindo-me de seguir adiante. Ela me abraçou, como uma mãe a abafar os pesadelos de uma noite ruim.
As primeiras lágrimas nada representavam diante da dor que invadia minhas asas. Aquela noite cheia de pesadelos jamais terminaria enquanto Anne estivesse distante.


Henrryter Ruspel Hells

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Isso tudo voltou...

Que verta junto ao meu sangue esse sentimento que permanece a corroer meu interior. De forma tão abrupta que é despertada essa aflição em meu amago.

Questiono-me quando realmente serei eu,

Um ser não mais amaldiçoado. Por essas asas que jazem em minhas costas.

Apenas questiono quando essa dor me deixar irá.

O que deseja com minha aflição?

domingo, 8 de janeiro de 2012

9.




"Ele se aproximou de seus lábios, mas não lhes tocou. As mãos ásperas de um guerreiro agora acarinhavam a pele aveludada. Os olhos anil do cavaleiro se fixaram aos dela, cheios de um puro sentimento do mais eterno amor.

E nos carmesim fogosos daquela mulher, refletiu-se a comiseração. Segurou ela a palma dele que tinha em sua face e recostou o rosto a aquele membro, tendo de o seu olhar a fechar-se em sonhos que agora eram tão palpáveis.

Azul rompeu os lábios dela com seus próprios e sua paixão queimou no peito. O coração antes gélido do anjo draconiano agora efervescia todo o resto do corpo, dando-lhe o vigor de voltar a vida novamente. Em suas terras antes áridas, as criaturas verdejantes da natureza voltavam a brotar. O regente Elemental agora tomava forças para renascer o local.

Rubra no entanto, não parecia se importar para isso naquele momento. Os ventos quentes que massageavam seus cabelos ruivos já eram algo costumeiro. Ela apenas apreciava o carinho de Azul que não desejava estar longe da mesma. Eram poucas as ocasiões que poderiam agraciar a beleza um d’outro.

- Eu temo. – Iniciou Rubra. – Que um dia já não tenhamos isso novamente. Quando a velhice dos séculos que passarão nos atingir o corpo e as dores da guerra não permitirem que lutemos.

- Não perderás. – Afirmou o guerreiro. – Pois eu estarei aqui.

- Não Poderá estar para sempre. – Discutiu a Carmesim.

- Não importa o tempo que estarei. – Disse o Anil convicto de suas palavras. – Apenas interessa que vou permanecer enquanto tiver de lhe proteger."



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Não irei esquecer de suas palavras,

Pois são elas as mais importantes que carrego comigo.

Desde esse nosso inicio,

Tu sempre me fez feliz.

O único que fez-me contente.

Amo-te, meu alado.

Meu amor que transcende este corpo,

Jamais parece cessar diante de qualquer luta que tenhamos.

E permanecerá ele aqui, junto a mim.

Este sentimento do qual já não tenho controle.

Pois então, que me abrace

Que me envolva.

Neste seus braços tão afáveis.

E não me larga.

Nunca mais.




:3




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O mundo é um moinho




Aos que reconhecem minhas dores, saibam, que apesar de tudo, elas jamais cessam. As cicatrizes sobre minha casca tênue podem já ter se esvaído, no entanto a comiseração em meu amago jamais se vai. Apesar dos risos, eu sei ainda não compreendo o que ocorre neste meu tão confuso interior e sei que não sou perfeita, que é cabível esta minha loucura com relação a minha pessoa.

E lhes pergunto: Quem não deve se resolver consigo?

As pessoas no mundo exterior parecem muito menos complexas, quando olhamos para dentro de nós mesmo e encontramos o que não desejamos ver.

Somos apenas um caos controlado. Ou talvez, sejamos controladores do caos que nos rodeia a partir de nossos interiores.

É um conselho que eu dou aos meus melhores amigos(apesar de nem todos os que eu amo estarem mais comigo), jamais tentem esquecer o passado.

Cartola – O mundo é um moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

Me fez pensar.

Sempre me faz pensar... Em muito que perdi e ainda tenho a perder. Ou mesmo ganhar.

Só sei que me mostra: Ainda não entendo a verdadeira conquista.



C.K.

Vampire Empire

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